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>Tomb Raider – Underwold

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A história de Lara Croft por muito pouco não teve um final trágico, desses que vemos naqueles tediosos programas estilo Hollywood True Story. A arqueóloga inglesa nasceu como estrela imediata, seu jogo capturou fãs e mais fãs, sua fórmula inspirou inúmeras franquias e a série brilhou por anos adiante, até que se desgastou. Foi falhando e atingiu o fundo do posso com o fatídico Angel of Darkness. Anos se passaram e todos imaginaram que Lara nunca mais sairia de sua tumba, até que a Eidos decidiu passar a bola para a Crystal Dinamics, aqueles que anos atrás criaram a série – deu certo. O sucesso retornou por dois jogos (Legends e Anniversary Edition), e você saberá agora sobre o mais novo filho da franquia.

Sendo uma continuação direta de Tomb Raider: Legends, essa aventura coloca a atlética inglesa em busca de nada menos que Avalon, o lendário local citado nas lendas Arturianas. A história começa diferente de todas, com a amada mansão Croft pegando fogo e você correndo para salvar sua vida. No caminho, por entre corredores e portas, você aprende a dominar os movimentos básicos da heroína até que algo ruim acontece. Obviamente não vamos contar o que acontece realmente, mas nesse momento o jogo retrocede duas semanas, e a aventura começa novamente.

Tomb Raider: Underworld realmente impressiona com seus cenários extremamente abertos e detalhados. Logo de primeira você mergulha em pleno alto mar para encontrar ruínas submersas que dão pistas de uma civilização mais antiga do que tudo registrado. Underworld, como diz o nome, é centrado nos mistérios subterrâneos do planeta. Você viajará por montanhas geladas, selvas fechadas, e templos maiores que cidadezinhas do interior brasileiro. Em resposta a tantos locais diversificados, Lara ganhou muitos novos movimentos e agora pode se equilibrar por hastes, se pendurar de múltiplas formas com sua corda de rapel e, o mais importante, ela pode escalar livremente por superfícies protuberantes.

O interessante, para não dizer frustrante, é que frente a tanta inovação vêm também problemas dos mais antigos, em especial os bugs da câmera, que nunca consegue acompanhar Lara caso você tente algo “fora do planejado”. Aliás, esse “fora do planejado” se torna ainda mais agravante conforme você vai avançando na narrativa e tenta fazer uma escalada diferenciada. Em outras palavras, não há espaço para improvisação, nunca. Fato que, como dito, vai contra a sensação de liberdade propagada pelos gigantescos ambientes.

Quanto aos desafios, a maior parte deles vem dos puzzles ambientais, coisa que deve agradar os veteranos que acompanham desde o primeiro jogo. Tais quebra-cabeças são muito bem compostos, às vezes muito lentos para serem decifrados, mas quase sempre recompensadores. Já os inimigos, sejam animais, bestas míticas, ou seres humanos tentando ganhar a vida em cima de você, não são lá muito espertos, atacam sempre com a mesma técnica, sempre subestimando a inteligência do jogador, naturalmente facilitando sua vida.

Por essas brigas e batalhas que você também começa a notar como o sistema de combate de Tomb Raider começa a ficar velho, consistindo simplesmente em arrumas um lugar seguro, longe da visão do inimigo, e atacar quando for oportuno. Não há sistema de cobertura, ou algo mais refinado, você faz o mesmo que sempre, apenas de uma forma mais bonita (se a câmera não te atrapalhar).

Apesar dos tropeços, gosto como o jogo dá atenção há mínimos detalhes, seja visual, ou mesmo quando se trata do som ambiente profundo que detalha as maravilhas arqueológicas do título. Claro que, falando em detalhes, não daria para deixar de comentar na beleza de Lara, assim como a forma que o mundo atua em seu corpo, seja a deixando toda suja de barro ou molhando sua roupa. Eu só queria que tivessem feito seu rosto menos cartunesco, mas aí já deve ser fora de questão. Ainda nos detalhes, com exceção da Lara, e outro personagem que prefiro não revelar, a dublagem quase sempre é inoperante e vazia.

Saqueando os confins do mundo: Tomb Raider: Underworld é um jogo belo e repleto de desafios para os amantes do gênero, que provavelmente afastará os não amantes da série com alguns dos seus bugs e a incapacidade de se renovar. Então, ao mesmo tempo em que parabenizo a Eidos e a Crystal Dinamics pelo jogo que dificilmente possa ser chamado de falho, reforço que a fórmula precisa se renovar, ou temo que o passado se repita.





Requisitos mínimos:

  • Processador: Intel Pentium 4 3 GHz
  • Memória: 1 GB
  • Espaço grátis: 8 GB
  • Placa de Vídeo: GeForce 6 series 6800GT / ATI 1800XT ou superior

Requisitos recomendados:


  • Processador: Intel Core 2 Duo 2.2 MHz
  • Memória: 2 GB
  • Espaço grátis: 8 GB
  • Placa de Vídeo: nVidia GeForce 9800 GTX / ATI HD4800 ou superior


Written by XatSpaceBR

junho 22, 2009 às 1:26 pm

Publicado em Uncategorized

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